quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Gonna Fly Now






Um filme do caralho: Rocky. Não falo das continuações, mas sim do original de 1976. E também do último: Rocky Balboa. São dois filmes que me emocionam como poucos. Simpatizo com o personagem. Me identifico com ele. Certos personagens são feitos para encantar a todos. Rocky é um deles. Taí um filme em que tudo está no lugar certo. A história, o ator, a trilha sonora, o clima, tudo. Mas vou parar por aqui; não quero que isso tenha ares de crítica fria e cerebral. Seria um crime com o filme. Esse filme tem alma. É vivo. É honesto.
Não é sobre luta. É sobre perseverança, adversidade. É sobre sinceridade. Porra, é um filme sobre se emocionar. Foda-se a SS da intelectualidade que torce o nariz só porque envolve músculos e porque tem o nome "Stallone" nos créditos. Se faz parte desse Terceiro Reich de merda, foda-se você também. Mas se não faz, assista-o. Assista o primeiro e o último, são geniais. Assista o segundo só para dar mais bagagem de enredo.
Simplesmente adoro Rocky e adoro quando ele sobe as escadarias do Museu de Arte da Filadélfia e salta no ar, vitorioso. Algum dia também vou subir aquelas escadarias, estejam elas na Filadélfia ou não.
O filme é sobre vitória, sobre a verdadeira vitória, que não implica necessariamente em ser o vencedor da parada. A vitória consigo mesmo. Tal vitória, nem mesmo a derrota é capaz de esmaecer. Puta que pariu, e peça musical First Date (da trilha sonora composta por Bill Conti), flana pelos headfones. Impossível não se arrepiar.

8 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Daniel, ao assistir Rocky, eu chorei com muita angústia.
Ver um homem forte daqueles na fossa, sem mundana nem divina clemência, dá dó:

Quem se vê maltratado e combatido
pelas cruéis angústias da indigência,
quem sofre de inimigos a violência,
quem geme de tiranos oprimido;

quem não pode, ultrajado e perseguido,
achar nos céus ou nos mortais clemência,
quem chora finalmente a dura ausência
de um bem que para sempre está perdido:

Folgará de viver quando não passa
nem um momento em paz, quando a amargura
o coração lhe arranca e despedaça?

Ah, só deve agradar-lhe a sepultura,
que a vida para os tristes é desgraça,
a morte para os tristes é ventura.

Manuel Maria Barbosa du Bocage

abraço
Marcos

Marcos Satoru Kawanami disse...

Ver um homenzarrão daquele na foça fas xorar, cem dar bola para os bossais que, por ezemplo, presam tanto a Ortografia.
Mas essa reforma ortográfica foi um retrocesso. Será que estou sendo reacionário? Eita! Sai de mim, pomba-gira!

Marcos Satoru Kawanami disse...

Daniel,

Eu fiz um blog: MEMÓRIAS DA LIRA VELHA
http://memoriasdaliravelha.blogspot.com
Tu és sempre bem-vindo.

abraço
Marcos

Hospedagem disse...

Muito Legal.
http://www.hospedagemideal.com.br

Ricardo N disse...

Apesar de não ser um filme sobre vitória, "O touro iundomável" também é um ótimo filme. Quanto ao "Rocky", faz tanto tempo que não assisto que me deu até um sabor de sessão da tarde perdido em algum movimento desta sinfonia da vida. Preciso revê-lo. Abraço!

Fabrício Romano disse...

O filme é magnífico. O seu blogue é muito bom.

Thiago Luz disse...

Cara, gosto do teu estilo, não só de escrita como de pensamento. Li "Apenas um Herói" e achei visceral. Quanto ao filme... Concordo! Abraços.

bette disse...

Ola, não sou adepta de continuações...o primeiro é sempre o melhor e o unico!
O Rocky 1 é o melhor e mais denso!